Trump rebate Irã e diz que seleção NÃO deveria ir à Copa 2026: "Não acho apropriado pela segurança deles – pela própria vida e segurança"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou sua rede social Truth Social nesta quinta-feira (12/03) para comentar diretamente a decisão do Irã de boicotar a Copa do Mundo FIFA 2026. Em postagem curta, Trump afirmou que a seleção iraniana "é bem-vinda" ao torneio, mas alertou que não seria apropriado participar por questões de segurança. "The Iran National Soccer Team is welcome to The World Cup, but I really don't believe it is appropriate that they be there, for their own life and safety", escreveu Trump, em tradução livre: "A seleção nacional de futebol do Irã é bem-vinda à Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, pela própria vida e segurança deles". A declaração veio horas após o ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, afirmar em entrevista à TV estatal que o país não participará do Mundial "em hipótese alguma". Donyamali atribuiu a decisão aos ataques americanos e israelenses que resultaram na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, alegando que "este regime corrupto assassinou nosso líder" e que não há condições de segurança para a delegação. A polêmica contrasta com o que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, havia divulgado na quarta-feira (11/03): após reunião com Trump, Infantino postou que o presidente americano reiterou que "a equipe iraniana é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos". Agora, Trump parece endurecer o tom, sugerindo risco aos jogadores iranianos em solo americano em meio ao conflito no Oriente Médio. O Irã já está classificado para a Copa 2026 (formato de 48 seleções), no Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, com jogos marcados em cidades dos EUA como Los Angeles e Seattle. Se o boicote for confirmado, a FIFA pode abrir vaga via repescagem ou realocação, o que seria um fato histórico – a primeira ausência forçada por motivos geopolíticos desde tempos de apartheid ou guerras passadas. A situação reforça o quanto a Copa de 2026 (11 de junho a 19 de julho) pode ser a mais politizada da história, com Trump no poder durante todo o ciclo e o conflito EUA-Irã-Israel ainda em curso. A FIFA insiste que o futebol deve ficar separado da política, mas a bola agora rola no campo diplomático e de segurança.

FUTEBOL

Calvin Dragna

3/12/20261 min read