São Paulo se nega a fornecer contrato com a Live Nation e gera incômodo na Polícia e no Ministério Público
São Paulo, 3 de abril de 2026 – O São Paulo Futebol Clube recusou-se a entregar à força-tarefa de investigação o contrato firmado com a Live Nation, empresa responsável pela organização de shows no estádio Morumbis. O clube alegou a existência de uma cláusula de confidencialidade no documento. A postura do Tricolor incomodou o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil, que integram a força-tarefa responsável pelas apurações. As autoridades consideram que o São Paulo não está colaborando adequadamente com as investigações e afirmam que adotarão “as medidas necessárias” para obter a cópia do contrato. De acordo com a força-tarefa, uma cláusula de confidencialidade não pode ser oposta a autoridades policiais e ministeriais no curso de um inquérito formal. A recusa gerou receio interno no clube de que o envio voluntário do documento, sem ofício judicial, pudesse prejudicar a relação contratual com a Live Nation. Três inquéritos em andamento Atualmente, o São Paulo é alvo de três inquéritos criminais distintos, todos conduzidos pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público. O clube é tratado, até o momento, como possível vítima nos casos: Exploração irregular de camarotes no Morumbis: investigação sobre suposto esquema de venda clandestina de camarotes e ingressos para shows, que teria lesado o clube. A força-tarefa já realizou operações de busca e apreensão e apontou indícios de associação criminosa. Valores em dinheiro vivo: apuração sobre saques em espécie realizados nas contas do clube e recebimentos em dinheiro vivo atribuídos ao ex-presidente Julio Casares. Corrupção no clube social: inquérito que investiga possíveis irregularidades no departamento social do São Paulo. A recusa no fornecimento do contrato com a Live Nation ocorre em meio a essas investigações, que envolvem a gestão anterior do clube, incluindo o período de Julio Casares (afastado da presidência após processo de impeachment). Procurado, o São Paulo ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. A força-tarefa deve prosseguir com as diligências, podendo incluir requisição judicial do documento caso o clube mantenha a negativa. A coluna acompanhará os desdobramentos das investigações.
FUTEBOL
Calvin Dragna
4/3/20261 min read


