Flamengo lidera ranking de preço médio de ingressos no Brasileirão 2026 até o momento; torcidas pagam em média mais de R$ 70 em jogos de grandes clubes
Rio de Janeiro, 20 de março de 2026 – Com o Campeonato Brasileiro da Série A (e algumas participações de times de outras divisões) já em andamento, os valores médios dos ingressos pagos pelos torcedores revelam uma realidade de preços elevados especialmente entre os grandes clubes. De acordo com levantamento atualizado até as rodadas disputadas até agora, o Flamengo aparece no topo da lista, com ticket médio de R$ 71,36 por ingresso. O ranking completo dos preços médios (calculados com base na renda bruta dividida pelo número de pagantes) mostra o seguinte cenário: Flamengo – R$ 71,36 Corinthians – R$ 69,44 Vasco – R$ 69,25 Remo – R$ 67,20 Grêmio – R$ 66,02 Cruzeiro – R$ 63,60 Santos – R$ 63,08 Palmeiras – R$ 60,83 Chapecoense – R$ 60,15 Athletico – R$ 58,88 Atlético-MG – R$ 54,03 São Paulo – R$ 52,82 Fluminense – R$ 49,32 Internacional – R$ 48,81 Mirassol – R$ 43,50 Botafogo – R$ 38,78 Bragantino – R$ 38,43 Coritiba – R$ 38,27 Bahia – R$ 33,52 Vitória – R$ 27,21 Os três primeiros colocados — Flamengo, Corinthians e Vasco — superam a marca dos R$ 69, refletindo a alta demanda e os valores praticados em estádios de grandes centros, onde sócios-torcedores, setores premium e clássicos influenciam diretamente a média. Clubes como Remo e Grêmio também aparecem entre os mais caros, apesar de contextos regionais diferentes. Por outro lado, times como Vitória (R$ 27,21), Bahia (R$ 33,52) e Coritiba (R$ 38,27) adotam estratégias de preços mais acessíveis, ajudando a atrair maior público pagante em suas praças. O Botafogo, atual campeão recente, surpreende com média de apenas R$ 38,78, possivelmente por políticas de ingressos promocionais ou maior oferta de meia-entrada. O contraste entre os valores mais altos (acima de R$ 70) e os mais baixos (abaixo de R$ 30) reforça o debate sobre acessibilidade ao estádio no futebol brasileiro. Enquanto alguns clubes apostam em receitas maiores por bilheteria para compensar investimentos no elenco, outros priorizam lotação e inclusão social. Os números podem variar ao longo da temporada, dependendo de clássicos, fases decisivas e ajustes de política de preços. A expectativa é que a CBF continue monitorando o tema, especialmente após recentes discussões sobre tetos para torcidas visitantes. Por enquanto, o torcedor rubro-negro é quem mais desembolsa, em média, para apoiar seu time no Brasileirão 2026.
FUTEBOL
Calvin Dragna
3/20/20261 min read


